Monday, March 8, 2021

As Portas Estão Abertas

Olá, senhores.

    Eu estava transitando pelo MGTOW.tv e tomando minha dose diária de red pill e acabei cruzando com esse vídeo:

     Esse vídeo me mostra com clareza duas coisas que são consequências óbvias do movimento feminista: A sexualidade feminina é celebrada; a sexualidade masculina é reprimida. Acredito que a primeira é óbvia de perceber ao ver o vídeo, mas a segunda parte é mais sutil. Tire um momento e tente imaginar este mesmo vídeo sendo feito por homens ao invés de mulheres e a reação que ocorreria de absoluto ultraje e nojo. Não se iluda por um momento achando que seriam apenas os homens que reagiriam assim, o número de mulheres que usariam linguagem pejorativa para controlar os idiotas que fizessem esse hipotético vídeo estariam em grande número. Termos como "machista", "infantil", "galinha" e outros (se os homens no vídeo não forem bonitos o suficiente, e ainda assim isso seria dito da boca pra fora, pois as mulheres valorizam bastante sua imagem frente ao grupo) seriam lançados sobre ele sem hesitação.
    Se não acreditam nessas duas assertivas, basta avaliar os dados de promiscuidade do survey realizado pelo "Institute for Family Studies" (imagem a baixo) e podemos observar que a promiscuidade é maior entre as mulheres em todos os 3 grupos (o gráfico de barras separa os 3 grupos por frequência de presença a igreja, pois o foco do estudo é a influência de religiosidade sobre promiscuidade).
    Ainda não convencido? Se entrar na wikipédia verá que mesmo eles admitem que a ideia da mulher pura e monogâmica é um mito (artigo 69 das referências. Enquanto nós estamos longe de ser santos (a mesma referência deixa claro que nossos números são mais altos), os dados dos estudos femininos apresentam grande variabilidade de estudo para estudo, o que pode gerar conclusões errôneas ("
Sex Differences in Sex Drive, Sociosexuality, and Height across 53 Nations: Testing Evolutionary and Social Structural Theories"). Uma das possibilidades que explicaria essa grande variabilidade de estudo para estudo é o bias do autor, mas infelizmente me vejo obrigado a especular isso uma vez que não posso comprar no momento múltiplos estudos dos autores de referência (são mais de 70) para avaliar de maneira conclusiva. Minha especulação, contudo, é fundamentada no fato de que estudos dedicados a outros temas que forneçam dados referente a promiscuidade (como o survey da imagem acima) corroboram a nossa hipótese sobre a diversidade de parceiros das mulheres.
    Uma vez que temos o diagnóstico do sintoma, vamos juntos avaliar a causa. Quando analisados individualmente, ambos membros de nossa espécie são programados para promiscuidade. No caso do homem isso é observado pelo nosso interesse neótono e rápida resposta fisiológica de um homem saudável a forma feminina que apresente tais características.
    Nem o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, está acima de uma resposta automática e, até instintiva, ao gênero oposto (e é por isso que vários dizem que um MGTOW "está a um boquete de voltar para a servidão"). Na mulher, a promiscuidade delas se deve ao instinto hipergâmico nelas presente, que é amplamente explorado no primeiro livro do Rollo Tomassi e frequentemente exemplificado neste blog. A supressão de ambas as estratégias sexuais poligâmicas do ser humano foi amplamente suprimida pelas práticas religiosas cristãs, com efeitos facilmente observáveis no primeiro gráfico desse mesmo post. O benefício de tal prática é o mais psicologicamente saudável ambiente para reprodução (não necessariamente para o casal, mas definitivamente para a prole). Os estudos mostram que filhos de mães solteiras (guarda dos filhos é dada 87.6% para as mulheres no Brasil, segundo o IBGE, mesmo a legislação prevendo como sentença padrão a guarda compartilhada para tal disputa) tem maior chance de abuso de drogas (link) e menor chance de obter um diploma de curso superior (link). Modernamente, contudo, vemos um movimento forte do feminismo pela liberdade sexual feminina (procure por "Sex-positive Feminism"). Enquanto essa visão apresenta críticos dentro do movimento feminista, as criticas mais comuns que encontrei apresentam argumentos sobre como "os homens estão tirando proveito dessa liberdade sexual feminina" (não colocarei o link para não dar audiência a tamanha idiotice, mas minhas fontes incluem colunistas do The Guardian e Ms. Magazine) o que ilustra que, mesmo quando a ideia vem delas, de alguma forma nós somos os culpados por atender a sexualidade que elas estão buscando.
    Enquanto isso, os homens se vem sendo alvo de crítica constante pela sua sexualidade. Nada exemplifica melhor isso do que a propaganda da Gilette de 2 anos atrás (jan/2019), com sua ideia mais que ridículas sobre masculinidade e que gerou ampla discussão na época (para ilustrar o efeito colateral da propaganda, a Procter & Gamble desvalorizou 12% no mês em que a propaganda foi lançada).
  Outro exemplo dessa crítica geral é o amplo criticismo a pornografia e às Sex Dolls (Matéria criticando sex dolls) enquanto as mulheres tem uma ampla disponibilidade de itens em lojas de entretenimento adulto, com poucas criticas a serem encontradas sobre o tópico.
    Neste momento, eu espero que todos tenham evidências suficientes para julgar por si mesmos a disparidade do tratamento dado aos diferentes gêneros (não entrando aqui no tópico de trans, pois acredito que isso é um tema que merece ser mais detalhadamente explorado) e deixo para vocês, caros leitores, avaliar a retidão de tal conduta. Obrigado a todos pela atenção. Compartilhem e comentem, se tiverem gostado... E que as bênçãos dos deuses os protejam até nossa próxima conversa...  

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As Portas Estão Abertas

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