Olá, senhores.
Esse será meu artigo mais importante e menos informativo neste blog. Mais importante porque nada pode ser mais importante para um indivíduo que busque sabedoria do que o significado da vida, mas ao mesmo tempo artigo não incluirá dados, estatística, referências e outras práticas típicas dos meus textos. Por isso digo que é pouco informativo. Se reflexões existenciais lhe desinteressam, recomendo que pule esse artigo. Se, contudo, estiver disposto a embarcar em um momento filosófico e metafísico comigo, vamos dar início aos trabalhos...
Qual o significado da vida? Se perguntar a um budista, ele responderá a iluminação; um católico lhe dirá que somos pecadores e estamos aqui para pagar pelo pecado original para mais uma vez acender aos céus; um niilista irá lhe dizer que vida não tem nenhum significado... e provavelmente irá se embebedar, se drogar ou algum outro comportamento auto destrutivo. Como pode observar pela minha linguagem, um desses grupos não me é bem quisto; contudo, mais importante do que meu desinteresse pela visão niilista (que eu explicarei mais pra frente nesse artigo) é o fato de que nenhum desses grupos está correto a menos que você aceite o que eles estão dizendo.
A pergunta "qual o significado da vida?" acompanha a civilização desde que essa foi concebida e esse texto é um resumo coeso das minhas ponderações sobre o tópico. De um ponto de vista analítico, o "significado" não é a pergunta primária, mas sim o "valor" da vida. Tido o valor da vida, o propósito da mesma (e, por conseguinte, seu significado) pode ser deduzido sem perda de generalidade. Essa questão tende a ser explorada por grupos religiosos constantemente, mas vou lhes fornecer um argumento para o porque essa não pode ser uma questão solucionada pela religião ou qualquer outro grupo se desejares buscar pela melhor saúde mental possível. O argumento é esse: você não tem como saber qual religião está correta; o melhor que você pode fazer é eliminar todas as religiões que dizem que sua (ou "suas") divindade ama toda humanidade igualmente, uma vez que a miséria e a fome matam crianças e bebês diariamente sem essas nem terem tido a oportunidade de ofender tais divinas entidades. Tenho certeza que ofendi todos os cristãos que se encontrarem em minha audiência com isso, e gostaria de lhes afirmar aqui que essa não é minha intensão. Tenho minhas críticas, mas o ponto dessa discussão e tentar tomar um viés filosófico para a discussão ao invés de metafísico. Portanto, a eliminação de argumentos com amplos exemplos contraditórios precisar eliminado para uma construção lógica de meu ponto de vista.
Várias outras religiões devem ter sido descartadas junto com o cristianismo acima mencionado, mas gostaria de ampliar aqui meu ponto e dizer que nenhuma religião deve ser usada para definir o valor de sua vida, uma vez que cada religião acredita ter a resposta sem qualquer argumento lógico para defender sua crença. Toda religião parte de postulados que exigem fé, e qualquer leitor que não concordar com tal postulado irá chegar corretamente a conclusões diferentes. Se há um valor intrínseco a vida humana, ele deve ser universal a existência do homem. Uma vez que diferentes povos concluem diferentes interpretações da realidade e que não há um consenso sobre o valor intrínseco a vida humana, entram os ateus niilistas para dizer "a vida não tem valor algum" e é tão interessante ver os ditos intelectuais chegarem tão perto de uma resposta lógica e assim errarem de maneira tão destrutiva. Se a vida não tem valor, então nada que se faz tem sentido ou significado e o cano da arma apontando para a própria cabeça do niilista parece uma vista tentadora. Essa é a conclusão lógica da interpretação niilista: a vida não tem valor intrínseco, e viver é um processo difícil, complicado e constantemente doloroso; assim sendo, encerrar a vida é a conclusão lógica... entende o meu problema com os niilistas agora? Percebem o perigo de partir do postulado errado?
Uma vez observado que os niilistas estão no caminho certo, mas ainda erraram no postulado, vamos ao próximo passo. Vamos a correção:
A VIDA NÃO TEM VALOR ATÉ QUE VOCÊ DE VALOR À ELA
No momento em que você tem fé em algo e acredita numa religião em particular, você associou o valor intrínseco da vida descrito naquela religião. Se você for ateu, precisará escolher sozinho qual o valor da sua vida, como um artista da valor e significado a uma peça de mármore ao transforma-la em uma bela escultura. Pessoalmente, recomendo que faça como o ateu e encontre você o seu próprio valor e propósito de vida para evitar os riscos associados a manipulação de grupos (e porque é coerente com a ideia de seguir seu próprio caminho que define o estilo de vida MGTOW). Se você se deixar definir por algo externo aos seus próprios objetivos e valores, esse algo pode ser tirado de você. Seus amigos podem lhe deixar, as mulheres podem partir, os líderes religiosos do seu grupo podem se corromper. Se a sua vida é definida por um fator externo e esse alicerce é removido, sua vida desmorona. Os números de suicídios entre homens é tão alto exatamente porque temos o mal hábito de fazer isso. Nos apresentamos como pais, filhos, maridos, primos, advogados, médicos, engenheiros, obreiros... nos definimos por características externas que desaparecem com facilidade e deixamos nossas vidas desaparecerem junto.
Você é o artesão e matéria-prima de sua mais importante obra de arte: sua vida. E como o artista que imprime um significado na tela com grande maestria, você deve fazer o mesmo com a sua vida se quiser garantir que ela será vista por você mesmo como algo de valor ou não. O que fará desse mármore? Será você apenas mais um suvenir barato de beira de estrada ou encontrará algo de grande valor para esculpir uma obra única que todos, mas em especial você, terá gosto de admirar?
Obrigado a todos pela atenção. Compartilhem e comentem, se tiverem gostado... E que as bênçãos dos deuses os protejam até nossa próxima conversa...

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