Bom dia, senhores
Se meu primeiro artigo foi leve e geral, este certamente será mais controverso para aqueles que estão presos a narrativa "blue-pilled". Como sempre, peço que embase seus argumentos em dados ao invés de simplesmente xingar quem vos fala. Gostaria de trazer o que para qualquer um com atenção mínima para os eventos influenciados pelo feminismo deveria ser uma obviedade:
Feminismo não é sobre igualdade, é um jogo de poder.
Vamos começar mostrando alguns fatos que contradizem a narrativa de opressão masculina contra as mulheres. Segundo os dados do IBGE (2019, link da fonte), a expectativa de vida da mulher é de 80,1 anos contra 73,1, uma diferença de 9,6%. Segundo as palavras do dr. Warren Farrell (link para o livro em inglês: "O Mito do Poder Masculino", Edição de Aniversário de 21 anos, página 56 na versão de kindle, tradução livre) "se poder significa controle de um indivíduo sobre a própria vida, não há melhor ranqueamento do impacto de funções de gênero e racismo sobre poder do que expectativa de vida". A citação acima segue mostrando os dados norte americanos, que refletem a mesma diferença de 7 anos entre homens e mulheres caucasianos, e uma diferença de 14 anos entre as mulheres brancas e homens negros (esse dado tem como base uma fonte de 2010. Segundo a CEERT e a revista The Economist, esse número caiu para 9 anos de diferença no Brasil, com base em 2017). Existem múltiplos motivos para isso, que exemplifica a descartabilidade da vida masculina segundo a visão social atual, mas antes de eu me aprofundar no assunto quero destacar mais um detalhe sobre o estudo do IBGE (link, páginas 8 a 11), a disparidade aumenta cada vez mais com a presença do feminismo. Em 1940 (cheque a tabela 2 do texto do IBGE), a influência das teorias feministas era mais limitada e a diferença se encontrava em 5 anos. Após quase 8 décadas de crescimento do movimento feminista, esse valor aumento para 7 anos. No cenário norte americano a diferença foi ainda mais gritante, indo de 1 ano na década de 1920 e para os 7 atual. Segundo o dr. Farrell, as mulheres são o primeiro grupo na história da humanidade a serem considerados oprimidos e, ao mesmo tempo, apresentarem uma expectativa de vida mais longa que seus opressores. Gostaria de destacar que, até a publicação do livro acima citado em particular, o dr. Warren Farrell era um teórico feminista amplamente bem recebido dentro de eventos organizados pelas instituições norte americanas (obviamente isso mudou, e ele não é o intelectual mais bem quisto pelo movimento).
Eu mencionei que a diferença de expectativa de vida se dá por múltiplos motivos. Vamos mostrar alguns deles:
- Suicídio é mais comum entre homens do que mulheres - No Brasil, suicídio é terceira maior causa de morte entre homens de até 30 anos, com os homens se suicidando 3,83 vezes maior frequência do que as mulheres (dados de 2016, Ministério da Saúde, fonte: link).
- Homens são maioria em trabalhos perigosos e insalubres - Homens representam 60% dos acidentes de trabalho e 58% dos casos de adoecimento (dados de 2009, Ministério do Trabalho e Emprego, fonte: link).
- A violência no Brasil afeta predominantemente os homens - Homicídio é a principal causa de morte para os homens no Brasil, com uma taxa de 142,7 por 100 mil habitantes ("Atlas da Violência", fonte: link).
- O investimento financeiro na saúde da mulher é maior que na do homem - Apesar dos números de casos de câncer de próstata e câncer de mama serem semelhantes, o investimento no tratamento dessas doença difere consideravelmente. Em 2013, o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia destacou a falta de investimento no país (fonte: link) (infelizmente, estou tendo dificuldades para encontrar valores de investimento anual em pesquisa de câncer de próstata no Brasil, mas para o câncer de mama os dados são encontrados imediatamente, com múltiplas notícias sobre doações já na primeira página da busca).

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